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Assédio moral no serviço público

Publicada em 01/11/2011.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil está desenvolvendo uma campanha a nível nacional contra o assedio moral no serviço publico e para isso editou uma cartilha com orientações para que as entidades filiadas divulguem junto aos seus associados.

            “Muitas repartições públicas tendem a ser ambientes carregados de situações perversas, com pessoas e grupos que fazem verdadeiros plantões de assedio moral”. Segundo pesquisadores do tema, a situação mais comum ocorre quando o assedio moral é praticado por um superior em relação ao subordinado. Mas o assedio também pode ocorrer entre colegas do mesmo nível hierárquico ou ainda de subordinados em relação ao superior, caso mais difícil de ser configurado. “ O que é importante para configurar o assedio moral, dessa forma, não é o nível hierárquico do assediador ou do assediado, mas sim as características da conduta: a pratica de situações humilhantes no ambiente do trabalho, de forma repetida”.

            “ O setor publico é um dos ambientes de trabalho onde o assedio se apresenta de forma mais visível e marcante. A forma de gestão e relações humanas propiciam a pratica do assedio moral no setor publico, onde as repartições tendem a ser locais marcados por situações agressivas, muitas vezes por falta do preparo de alguns chefes imediatos ou por perseguição politica...

            Em muitos casos, os chefes são indicados em decorrência de laços de amizade, parentesco ou de suas relações politicas. São geralmente despreparados para o exercício do cargo ou função confiada e muitas vezes sem o conhecimento  mínimo necessário para tanto, mas escorados nos relacionamentos que garantiram sua indicação, o chefe pode se tornar extremamente arbitrário, a fim de compensar suas evidentes limitações, mas resguardado por uma considerável intocabilidade. Confira a cartilha na integra clicando na imagem ou no site: www.cspb.org.br  -  Assédio Moral, não pratique, não sofra, denuncie.